domingo, 29 de janeiro de 2012

PROTEÇÃO


07/01/2012 17h33 - Atualizado em 29/01/2012 10h33


Saiba como se proteger de acidentes com raios


Descargas elétricas geralmente ocorrem em dias de chuva precedidos de tempo seco




O Brasil ocupa o primeiro lugar na incidência de raios, com 57,8 milhões de ocorrências por ano, segundo o Elat Grupo de Eletricidade Atmosférica), núcleo do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Queda de raios no país cresceu 11%


A queda de raios aumentou em 11% nos últimos dois anos em cidades com mais de 200 mil habitantes (2009-2010) quando comparada a outros biênios, segundo estudo realizado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais) no Centro-Sul. 

De acordo com o relatório, os números aumentaram em cidades com alto índice de industrialização e urbanização. Neste mesmo período, o índice geral de quedas de raio no país foi de 5%. 

As duas cidades que ganharam o pódio no ranking estão na região Sudeste. O primeiro lugar ficou com Porto Real (RJ) com 27,024 raios por km2 seguida de São Caetano do Sul (SP) 22,8189 raios por km2 em um ano; e Barra Mansa (RJ) com 22,4314 km2 no ano. 

Tempestades 

Segundo dados divulgados no mesmo estudo, as cidades do Sudeste do Brasil devem sofrer ainda mais com as tempestades. A previsão é que nos próximos 60 anos, o índice deverá dobrar em São Paulo e triplicar no Rio de Janeiro. 

A previsão foi feita devido ao aumento da temperatura superficial das águas do oceano Atlântico no hemisfério Sul por causa do aquecimento global. Neste período, houve um aquecimento médio de 0,6°C no oceano e um aquecimento global de 0,8°C. 

De acordo com o Inpe, o aumento destas tempestades deverá levar a ocorrências de catástrofes climáticas com altas taxas de precipitação, granizo e raios, vendavais e tornados. 

O estudo utiliza uma metodologia baseada na análise de valores mensais da ocorrência de tempestades confrontados com valores máximos e mínimos de temperatura superficial do oceano Atlântico e do oceano Pacífico equatorial. Essa tendência só ocorre em períodos o oceano Atlântico está com temperaturas altas e o oceano Pacífico equatorial está sujeito ao fenômeno La Niña, caracterizado por um resfriamento das águas nesta região.  

O coordenador do Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica), Osmar Pinto Junior, afirmou que “tanto o La Niña quanto o aquecimento das águas do oceano Atlântico” intensificam a ocorrência de tempestades. 

- Entretanto, quando atuam isoladamente seus efeitos não são tão significativos. 

A análise deverá ser levada a outras regiões do Brasil nos próximos anos. 

Sensores para fortes tempestades 

Setenta e cinco novos sensores serão instalados para prever tempestades severas no Sudeste do Brasil. Além disso, pela primeira vez, eles trarão informações da incidência de raios. Os equipamentos foram adquiridos pelo ELAT (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe em parceria com Eletrobras Furnas . 

Denominada BrasilDAT, a nova rede irá detectar, além das descargas nuvem solo, as descargas nuvem-nuvem. Esta informação permitirá a identificação de tempestades associadas a vendavais, enchentes, granizo, grande incidência de raios e tornados. As descargas nuvem-nuvem estão intimamente associadas a estes fenômenos.


O país é seguido no ranking mundial pela República Democrática do Congo, com 43,2 milhões, pelos Estados Unidos, com 35 milhões, pela Austrália, com 31,2 milhões, China, com 28 milhões e Índia, com 26,9 milhões.


FONTE:

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